Alex Goldner

"Simplificando, Porque Ele é Simples"

O que você deseja fazer com o Natal?

 
 
O que você deseja fazer com o Natal?

Josimar Salum 

É muito fácil interpretar mal e precipitadamente emails, artigos, notícias e outros textos publicados ou enviados nesta aldeia global denominada “Internete.” 

Se o texto que chega em nossa tela é grande, lemos rapidamente as primeiras linhas, desistimos do restante e tiramos nossas conclusões. 

Tudo é muito rápido. O mundo parece que ficou mais veloz, outro dia mesmo era Natal e de repente, o Natal está chegando novamente. 

Sempre me vejo num impasse de ter que falar ou não sobre o Natal. Quando chega esta época se estiver querendo agradar muita gente tenho que decidir – consegue imaginar? – nunca mais comemorar ou participar de qualquer coisa relacionada com esta “festa pagã.” 

Nestes últimos dias aqui nos Estados Unidos a mídia está fomentando uma discussão enorme por conta de alguns ateus que estão em campanha velada contra qualquer manifestação pública de símbolos do Natal. Querem tirar as árvores de Natal dos espaços públicos. É que as árvores estão ofendendo as pessoas de outras religiões e até aqueles que nem tem religião alguma. Pode? 

Curioso é que estes grupos estão bem acompanhados por um movimento crescente entre os evangélicos para apagarem de vez todo o tipo de celebração natalina dos lares e das igrejas. 

Um irmão amado argumentou: 

“Nós somos de Jerusalém e não de Roma! Temos que resgatar tudo aquilo que nos foi roubado, que é o que vem dos judeus e não um costume imposto de Roma. Esse Natal não é dos cristãos. Este altar de enfeite de luzes na cidade que nossas crianças aprendem a admirar, não passa de um altar a um deus pagão.” 

Um outro me escreveu: 

“A nossa cultura e costumes têm prendido muitos cristãos à Roma, quando a revelação da Palavra veio pelos Judeus (de Jerusalém); temos que resgatar as festas Bíblicas, instituídas pelo nosso Deus.” 

E aqui tenho que parar para constatar de vez que minha religião não é o Judaísmo. Nem mesmo o Cristianismo é a minha religião. Seguir a Jesus não é uma religião. Jesus proclamou Seu Reino e em Seu Reino não existe religião. 

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo.” (Colossenses 2:16-17) 

Não há nenhum texto no Novo Testamento que indique que os discípulos de Jesus senão provavelmente os judeus, celebraram as festas judaicas. 

No Novo Testamento não há menção que os discípulos de Jesus em Antioquia, Éfeso, Corínto, Colossos ou de tantas outras cidades celebraram o “Yom Kipur”. Yeshua é o nosso Perdão e a nossa Propiciação. 

Não celebraram nem Chanucá mencionada no livro apócrifo de Macabeus, porque “a festa das luzes” seguindo o mesmo padrão destes irmãos de Jerusalém nem foi instituída por Deus. Sim, é claro, é festa dos judeus, “e se é dos judeus tem que ser nosso também.” 

Não celebraram o Purim, porque além de não ter sido também instituída por Deus e sim por Mardoqueu, foi um costume puramente judeu praticado a partir do grande livramento que Deus deu aos judeus nos dias de Ester. 

Está bem, não encontramos também nenhuma menção da celebração no primeiro século do nascimento de Jesus pelas Igrejas em cada cidade. É vero. 

Existem hoje milhares de igrejas cristãs que celebram muitas festas dos judeus, quero dizer, celebram mais ou menos. 

Não há uma proibição no Novo Testamento para praticar estas festas. 

A questão, porém, é que há muito tempo começou-se a estabelecer estas práticas pelo ponto de vista da permissão ou proibição, como se a vida com Jesus tivesse alguma coisa a ver com cumprimentos de regras, leis e costumes. Ou seja, o relacionamento com Jesus não tem nenhuma compatibilidade com a Lei de Moisés. A Antiga Aliança foi substituída pela Nova Aliança. 

“Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê.”(Romanos 10:4) 

Seguindo esta corrente evangélica da não comemoração do Natal, não darei mais presentes para meus familiares e amigos porque “troca de presentes… nesta data significa que adoramos a um deus pagão, onde o ritual nórdico exigia que eles fossem para as montanhas de madrugada e lá chorassem em sacrifícios. Esperavam os primeiros raios de sol da manhã e entregavam presentes uns aos outros, em adoração, dizendo: “Que você jamais esqueça dos deuses sobre nós”.O presente significa eternizar o pacto, trazer a benção dos deuses. Tertuliano, teólogo católico, disse que não podia compactuar com essa mentira, o sol nunca pode ser deus, porque o Deus dos cristãos foi Aquele que criou o sol.” 

Qual é o discípulo de Jesus hoje que em sã consciência daria um presente ao seu filho como se estivesse adorando ao Sol? Ou se dando um presente significa que estaria cultuando ao Sol? 

Fico perplexo de pensar que pode existir algum poder neste mito para impor um significado ao meu gesto de dar um presente como se tivesse adorando alguma divindade! 

Seria o equivalente a visitar as igrejas de Ouro Preto cravadas de idolos, assim sendo, sair de lá carregado pelos poderes dos demônios, porque afinal de contas o Espírito de Cristo que habita em mim não tem tanto poder assim. 

Não vou subir a escadaria da igreja da Penha porque se subir vai me transformar em um devoto de “Nossa Senhora da Penha”. 

Visitei “o templo da deusa Kali” e passei a ser hindu, se isto fosse possível. 

Visitarei Meca, se me for permitido, e assim me tornarei um mulçumano. 

A despeito do “frenesi” mercantilista do comércio admirar os aspectos culturais do Natal mesmo que não estejam relacionados ao Nascimento de Jesus nÃo significa participar de alguma idolatria, ou cometer um ato de avareza ou mesmo uma “impureza espiritual”. 

Se isto é paganização nossos filhos não poderão participar de nenhuma atividade comunitária, de nenhuma festa escolar, nem mesmo de alguma peça de teatro de Shakespeare ou leitura de algum clássico do “desbocado” Machado de Asis, enfim, de nada, porque “tudo o que não é evangélico é pagão.” 

Deve ser muito incômodo enveredar-se por este caminho e torna-se injustificável, por exemplo, quando a maioria das casas brasileiras e portuguesas estão sintonizadas direto nos entretenimentos das redes de televisão como todo o seu arsenal de paganismo. 

É inconcebível caracterizar-se como um mal ou um pecado terrível admirar nesta época de Natal a criatividade das casas enfeitadas com luzes brancas, vermelhas e azuis e em meio ao calor dos dezembros brasileiros olhar o algodão branco nos galhos das árvores natalinas imaginando que é neve. 

Os pais, discípulos de Jesus que dão presentes aos seus filhos não têm nada a ver com esta tal de prática nórdica, nem sabem lá o que significa isto! 

Na casa de meus pais nunca tivemos árvores de Natal, muito menos com pentagramas, bolas, guirlandas, guinomos e outros bichos, entretanto, conheço centenas de casas de amigos e familiares cristãos que enfeitam suas casas com “árvores de Natal” sem nenhum símbolo pagão. 

Por que os julgaria num arroubo de fanatismo e enguliria um camelo e coaria um mosquito. Não é difícil distinguir aqui o que representa o camelo e o que representa o mosquito! 

Quem fez todas as árvores não foi o próprio Jesus, o Criador? 

O arco íris de um tempo para cá passou a ser um símbolo de um movimento social quando de fato é o símbolo da aliança que Deus fez com o homem de não mais destruir com água o que há sobre a Terra. 

Há uns três anos atrás participei de um concerto de Natal na escola de meu sobrinho Filipe aqui nos Estados Unidos. Os mais de 700 alunos e seus familiares praticamente lotaram o auditório da Escola. 

Uma linda orquestra de violinos, violoncelos e um piano tocou hinos de Natal que anunciavam a vinda do Salvador Jesus ao mundo. 

A orquestra composta pelos próprios alunos da escola entoou peças musicais sobre a Alegria de todos os homens. 

Em seguida, um coral de adolescentes cantou a respeito do Verbo que se fez carne, do menino que respondeu a tudo quanto é pergunta e encheu de admiração os presbíteros do templo de Jerusalém. 

O coral cantou também sobre o homem de Nazaré, o Filho de Deus, que foi até ao Jordão ser batizado por João. 

O coral cantou sobre a voz que ouviram naquele dia: “Tu és Meu Filho Amado em Quem está todo o Meu prazer.” 

O coral de adolescentes cantou a oração do jardim, que Jesus fez ao Pai no Getsemâni e da resposta que Lhe deu dizendo que faria a Sua Vontade. 

O coral cantou de Sua crucificação e morte, de Seu sepultamento e de que ao terceiro ressucitou. 

O coral com suas canções proclamou o Evangelho. 

Fiquei maravilhado só em pensar que aqui nos Estados Unidos sem contar outros países ocidentais e alguns orientais milhares e milhares de escolas celebraram e ainda celebram a mesma festa, e aqui uma tradição desde os primeiros colonizadores cristãos que aqui chegaram, numa época que não havia “shopping centers” nem toda esta “extravaganza” relacionada com esta data. 

Ao mesmo tempo, fiquei aterrorizado só de pensar que tudo o que está relacionado ao Natal, especialmente e exclusivamente ao que diz respeito ao nascimento de Jesus, praticamente a única coisa que ainda resta nesta Cultura de menção a Jesus Cristo, venha a desaparecer com o apoio cego até de um movimento de evangélicos para acabar, destruir e eliminar o Natal e as suas festividades. 

Fiquei aterrorizado em pensar seriamente que o que querem com tudo isto é o mesmo que acontece na Rússia, na Coréia do Norte, no Vietnan e na China comunistas, nos países árabes mulçumanos, em toda a Índia e os países vizinhos com seus bilhões de habitantes… Não existe Natal!

Quando seus milhões e milhões de crianças acordam pela manhã no dia 25 de Dezembro não existe a mínima menção ou mesmo a ínfima possibilidade de alguém perguntar que data é esta tão especial a respeito de um nome Jesus. 

Porque a metade do mundo não conhece os paganismos do Natal nem a alegria de presentes que se encontram no caminho, mas também não podem ouvir a história do Salvador que veio ao mundo, que nasceu em Belém, seja lá que dia foi. Não ouvem sobre o Deus que se fez carne e habitou entre nós, e que vimos a Sua Glória como a Glória do Unigênito do Pai. 

Como deixaria de perder a oportunidade para proclamar a Mensagem da Cruz e o significado do Nome de Jesus, o Salvador dos pecados de Seu povo mesmo no meio de toda esta comercialização avarenta e de todos os símbolos pagãos que foram associados ao Nascimento do meu Salvador? 

Perdoe-me pelo uso desta palavra, mas é uma tolice querer riscar de vez a única oportunidade de proclamar e redimir a verdadeira mensagem do Evangelho do Reino no meio desta Cultura. 

Quem nasceu em Belém não foi um menino. Quem nasceu em Belém foi o Rei de toda a Terra. 

TRANSFORMANDO

Periódico enviado por Abba Kingdom Transformation

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